Fogão de indução vale a pena? Compare com o gás antes de trocar

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Fogão de indução vale a pena? Depende da sua casa. Afinal, entre gás, indução ou elétrico, o melhor cooktop é o que combina com a instalação da sua casa, o espaço da bancada e o seu jeito de cozinhar. Por isso, neste guia, explicamos o que realmente importa na hora de escolher um cooktop, e o que é só marketing.

Resumo em 30 segundos

  • Indução é a opção mais eficiente, rápida e fácil de limpar, mas exige rede 220 V, circuito exclusivo e panelas com fundo magnético
  • Gás tem o menor preço de compra e aceita qualquer panela. Exija selo do Inmetro e válvula de segurança em todas as bocas.
  • Antes de comparar modelos, confira a instalação da sua casa e a medida de recorte da bancada. É aí que acontece a maioria dos arrependimentos.

Primeira decisão: o tipo de aquecimento, gás, indução ou elétrico

GásInduçãoElétrico vitrocerâmico
Como aqueceChama do gás (GLP ou natural)Campo magnético aquece a própria panelaResistência aquece o vidro, que passa calor à panela
EficiênciaMenor: parte do calor escapa pelas lateraisMaior: o calor nasce no fundo da panelaIntermediária
Velocidade e controleResposta imediata ao girar o botãoA mais rápida, com ajuste fino por níveisLenta para aquecer e esfriar
PanelasQualquer umaSó com fundo ferromagnéticoFundo plano
LimpezaGrades e queimadoresMuito fácil: o vidro fica mornoFácil, mas o que derrama pode queimar no vidro quente
Preço de compraO mais baixoO mais altoIntermediário

Gás

O gás é o mais comum no Brasil: segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 94,5% das casas usavam o gás de cozinha (GLP) para cozinhar em 2019. Além disso, é o mais barato na compra.

Ele dá aquele controle visual da chama. No entanto, boa parte do calor se perde no ar. Por isso, uma boa coifa ou depurador faz diferença.

Indução

Por outro lado, na indução, o calor é gerado direto no fundo da panela, e quase nada se perde no ar.

No Brasil, a eficiência dos fogões a gás é medida pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro: uma mesa de cocção classe A aproveita pelo menos 63% da energia do gás, e uma classe E, pelo menos 52%. Porém, o Inmetro ainda não tem tabela de eficiência para cooktop de indução. Por isso, a referência mais usada é a do programa americano ENERGY STAR, de cerca de 85%.

A conta do botijão

Pelo Balanço Energético Nacional da EPE, o gás de botijão (GLP) tem 11.100 kcal por quilo, o que dá cerca de 168 kWh num botijão de 13 kg. Num fogão a gás classe A, uns 106 kWh chegam à panela. Já para entregar o mesmo calor, a indução gastaria cerca de 124 kWh da rede.

Assim, a regra prática é dividir o preço do seu botijão por 124: se o kWh da sua conta de luz, com impostos, custar menos que isso, a indução cozinha mais barato. Por exemplo, com o botijão a R$ 110, o ponto de empate é de cerca de R$ 0,89 por kWh. Além disso, com um fogão a gás antigo, menos eficiente, ou com energia solar em casa, a conta pende ainda mais para a indução.

Elétrico vitrocerâmico

O elétrico vitrocerâmico usa resistências sob o vidro. Serve para quem não tem gás e não quer trocar as panelas, mas aquece e esfria devagar. Mas atenção: “vitrocerâmico” é o material do vidro, e muitos cooktops de indução também usam esse vidro. Por isso, confira sempre o tipo de aquecimento na ficha técnica.

Na nossa opinião, o elétrico vitrocerâmico é uma péssima opção, está super ultrapassado e de forma alguma recomendamos ele para você. A menos que você tenha um fetiche por sofrer na cozinha esperando décadas para sua comida ficar pronta… e sim…dizemos isso pois ele é muito lerdo para esquentar e você certamente vai se irritar com isso, então de 2026 em diante, já risque esse tipo de cooktop como opção!

Modelos mistos

Por fim, existem ainda modelos mistos, com bocas a gás e de indução, para quem quer a eficiência no dia a dia sem abrir mão da chama.

Quando o fogão de indução vale a pena

A indução é a tecnologia mais eficiente, mas só compensa quando três condições se juntam:

  • Sua casa tem energia solar fotovoltaica. Com geração própria, o principal custo da indução, a energia elétrica, pesa bem menos na conta.
  • A estrutura permite passar a fiação que o cooktop exige. As tomadas comuns da casa não atendem na grande maioria dos casos. Por isso, é preciso uma fiação específica, dimensionada de acordo com a potência do modelo.
  • Você tem panelas compatíveis ou já planeja trocá-las. Afinal, sem panela com fundo magnético, o cooktop de indução simplesmente não aquece e fica sem utilidade.

Quando o gás é a escolha mais segura

Se na sua região a energia cai com frequência, o cooktop a gás é a opção mais segura. Afinal, ele continua funcionando durante a queda de luz, e você não fica sem ter onde cozinhar. Nesse caso, só o acendimento automático depende de energia, e dá para acender a boca manualmente.

Além disso, veja também o nosso guia com as melhores escolhas de cooktop a gás para 2026.

A instalação da sua casa

No gás, veja se sua casa usa botijão (GLP) ou gás encanado (natural). O cooktop sai de fábrica regulado para um dos dois, e a troca exige conversão. Por isso, confira o tipo de gás antes de comprar.

Na indução, a instalação é o que mais reprova a compra. Um modelo de 4 bocas soma em geral de 6.000 a 7.500 W e exige rede 220 V, circuito exclusivo e disjuntor próprio. Por isso, chame um eletricista antes de comprar: ele confere se o quadro aguenta mais um circuito e qual fio e disjuntor o manual do modelo pede. Além disso, o elétrico vitrocerâmico segue a mesma regra.

Atenção, quem mora em apartamento: em alguns prédios, a rede elétrica pode não permitir a instalação de um cooktop de indução. É o mesmo motivo pelo qual certos condomínios proíbem ar-condicionado: a fiação estrutural do prédio e a entrada de energia de cada unidade foram dimensionadas para uma carga menor.

Por isso, antes de comprar, consulte o síndico ou a administradora e peça a um eletricista para avaliar o quadro e o padrão de entrada do seu apartamento. Caso o prédio não comporte a carga, o gás ou um modelo de indução menor, de 1 ou 2 bocas, pode ser o caminho.

Tamanho, número de bocas e potência

O que importa não é a largura externa, e sim a medida de recorte na bancada. Compare a medida do manual com o espaço real, inclusive a profundidade do armário de baixo. Assim, você evita refazer a bancada.

Duas bocas atendem quem mora sozinho ou cozinha pouco. Já quatro bocas, em 60 cm, são o padrão para famílias. Por fim, cinco bocas, em 75 a 90 cm, vale para quem prepara várias coisas ao mesmo tempo.

Além disso, no gás, uma boca de tripla chama ajuda em frituras e no wok. Na indução, por outro lado, olhe a potência de cada zona e a função booster, que acelera a fervura.

Os itens de segurança

No gás, a certificação do Inmetro é obrigatória. Por isso, prefira modelos com válvula de segurança em todas as bocas, que corta o gás quando a chama apaga, e acendimento automático. Já na indução e no elétrico, procure trava de painel, desligamento automático e indicador de calor residual.

As panelas que você já tem

Para a indução, faça o teste do ímã: se ele grudar firme no fundo, a panela funciona. Caso não grude, inclua no orçamento a troca de parte das panelas. Por outro lado, no gás e no vitrocerâmico, quase tudo serve, desde que o fundo seja plano no caso do vitrocerâmico.

Erros comuns na hora de comprar

Evite

  • Comprar o cooktop de indução e só depois descobrir que a casa não tem 220 V ou que o quadro não comporta o circuito.
  • Medir a largura externa em vez do recorte e ter de refazer a bancada. (se você precisar chamar marmoraria para recortar sua bancada com a casa já pronta, se prepare para muita sujeira)
  • Ligar a indução em tomada comum ou em extensão. Nem pense nisso! Se fizer isso você pode derreter a fiação de sua casa! PERIGO!

Qual escolher para o seu perfil

Seu perfilMelhor opçãoPor quê
Vai reformar ou montar cozinha planejadaInduçãoÉ o momento ideal para passar o circuito 220 V exclusivo
Aluguel, sem poder mexer na parte elétricaGás ou indução portátil de 2 bocasNão exige obra; existem modelos de indução que ligam em tomada comum
Família com crianças pequenasInduçãoSem chama, vidro morno e trava de painel
Cozinha muito e usa panelas variadas (barro, wok, alumínio)Gás ou mistoFunciona com qualquer panela
Orçamento apertadoGásMenor preço de compra e instalação simples
Apartamento sem gás encanado e sem lugar para botijãoInduçãoDispensa gás de vez
Quer gastar menos energia no longo prazoInduçãoÉ a tecnologia mais eficiente
Região com quedas frequentes de energiaGásContinua funcionando quando a luz cai
Casa com energia solar fotovoltaicaInduçãoA geração própria reduz o custo da energia

Nossas indicações

Indicamos 2 opções muito boas, uma a gás e outra de indução:


Opção 1: Cooktop de indução 5 bocas Electrolux

Cooktop de indução 5 bocas Electrolux

Opção 2: Cooktop a gás 5 bocas Fischer Platinium

Cooktop a gás 5 bocas Fischer Platinium

Perguntas frequentes

Qual gasta mais: cooktop de indução ou a gás?

Depende do preço do botijão e da tarifa de luz na sua cidade. Divida o preço do botijão por 124: se o seu kWh custar menos que esse valor, a indução sai mais barata. Quem tem energia solar quase sempre sai ganhando com a indução.

Posso usar panela de alumínio na indução?

Só se ela tiver fundo com material magnético. Por isso, faça o teste do ímã: se grudar firme, funciona.

Cooktop a gás precisa de energia elétrica?

Apenas para o acendimento automático, que gasta uma quantidade mínima. Além disso, alguns modelos usam pilha e dispensam tomada.

Fogão de indução precisa de gás?

Não. O fogão de indução funciona só com energia elétrica e pede um circuito exclusivo, porque a tomada comum não aguenta a potência. Por isso, a parte elétrica entra no orçamento da troca.

Preciso de coifa?

Não necessariamente, mas para todo e qualquer tipo de fogão ou cooktop é recomendado instalar uma coifa adequada para reduzir cheiros e gordura sendo espalhada pelo ambiente. Então, uma boa coifa também é muito importante!


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